
Os empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa, donos dos postos HD e Diamante, deixaram o Piauí antes do início da Operação Carbono Oculto 86, que investiga lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis ligados à facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo o secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas, eles saíram do estado na terça-feira (4) e a operação foi deflagrada nesta quarta-feira (5). Por isso, o Ministério Público do Estado (MPPI) vai pedir a prisão dos investigados por não colaborarem com as investigações.
“Ontem, ainda de manhã, eles foram para São Paulo e para Brasília, muito provavelmente fugindo da operação. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, mas nós não conseguimos localizá-los. Eles saíram do Piauí e é por isso que estamos informando, para que possamos cumprir as decisões da Justiça”, afirmou Chico Lucas.
Conforme o secretário, durante o cumprimento das buscas, foram encontradas dezenas de caixas de relógios e joias vazias nas residências dos empresários.
“Achamos dezenas de caixas de relógios e de joias vazias. Esses relógios custam centenas de milhares de reais, são Rolex e outras marcas famosas. Muito provavelmente, como têm valor agregado muito alto, eles colocaram dentro das malas e fugiram”, completou.
O secretário afirmou que o MP-PI vai relatar o caso à Justiça, apontando evasão de patrimônio e ocultação de bens, além de solicitar a prisão dos empresários por tentativa de obstrução das investigações.
“Essas aeronaves estão bloqueadas. Uma foi localizada, já foi sequestrada, e as outras três estamos pedindo informações à Anac para saber o destino delas”, explicou.
Esposas também investigadas
As empresárias gêmeas Thamyres de Moura Sampaio e Thayres de Moura Coelho, esposas de Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa, também são investigadas por participação no esquema de lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis.
Elas são sócias de postos e distribuidoras como as redes HD e Diamante, que tiveram as atividades interditadas pela Polícia Civil e bens bloqueados pela Justiça.
Conforme a polícia, entre as medidas requeridas e adotadas junto ao Poder Judiciário estão a prisão temporária dos principais investigados, a busca e apreensão domiciliar em residências e sedes empresariais, o bloqueio judicial de contas e bens móveis e imóveis, a interdição imediata dos postos de combustíveis envolvidos e a suspensão das atividades econômicas das empresas associadas
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