
A Aliança Global contra Fome e Pobreza, que reúne países, organizações internacionais e instituições financeiras, alcançou plena estruturação e se prepara para oferecer apoio técnico, capacitação e recursos financeiros aos seus membros. O anúncio foi feito pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, nesta segunda-feira (3), durante a primeira Cúpula da Aliança, realizada em Doha, no Catar, da qual ele é presidente.
Desde sua criação, há um ano, a iniciativa cresceu rapidamente, passando de 148 membros fundadores para mais de 200 participantes, incluindo 105 países e 96 entidades internacionais, organizações da sociedade civil e agências da ONU. A Aliança mantém escritórios em diferentes regiões do mundo, além da sede em Roma.
Durante a cúpula, Wellington Dias e Eva Granados, secretária de Estado para o Desenvolvimento Internacional da Espanha e copresidente da Aliança, apresentaram pacotes de financiamento desenvolvidos por bancos internacionais e acordos de cooperação técnica. As ações envolvem áreas estratégicas como proteção social, agricultura, nutrição e acesso à água e incluem programas de transferência de renda, alimentação escolar, apoio a pequenos produtores rurais, proteção infantil e iniciativas de resiliência climática.
Segundo Dias, a Aliança demonstra que a fome e a pobreza podem ser combatidas de forma organizada e coordenada. “Em apenas 12 meses, transformamos um compromisso em um mecanismo global de solidariedade e ação”, afirmou.
O ministro também destacou a elaboração de uma Declaração sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada no Ser Humano, que será apresentada durante a COP30 em Belém, no próximo dia 7. A iniciativa reforça a importância de políticas que protejam os mais vulneráveis frente às mudanças climáticas, garantindo seus direitos e promovendo dignidade e resiliência.
Durante o evento, Dias ressaltou o avanço do Brasil no combate à fome. O país retirou 24,4 milhões de pessoas da fome e 7,6 milhões da pobreza, resultado de políticas públicas baseadas em evidências e do compromisso do governo em incluir os mais pobres no orçamento. Em julho de 2024, o Brasil saiu oficialmente do Mapa da Fome da ONU pela segunda vez, antecipando a meta prevista para 2026.






