
A Câmara dos Deputados incluiu o nome do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), o registro de devedores do setor público federal.
O motivo da inclusão foi uma dívida de R$ 13,9 mil, decorrente de quatro ausências injustificadas no mês de março. A Câmara também informou que enviará um ofício à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que avaliará se o valor poderá ser incluído na Dívida Ativa da União.
Até agora, a Câmara realizou 55 sessões em 2025, e o filho do ex-presidente faltou a 40, o que corresponde a 72,7% de ausências.
Problemas na Justiça
Em setembro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Renato Figueiredo por coação no curso do processo, em razão da atuação de ambos nos Estados Unidos.
“As condutas criminosas se sucederam, estruturadas pela ameaça de obtenção de sanções estrangeiras tanto para os ministros do Supremo Tribunal Federal quanto para o próprio país. O propósito foi o de livrar Jair Bolsonaro e também o próprio Paulo Figueiredo da condenação penal pelos crimes que ensejaram a abertura de procedimentos criminais relativos aos fatos narrados na AP 2.668”, diz o procurador-geral da República, Paulo Gonet, na denúncia.






