
A brasileira Jessica Stapazzolo Custodia de Lima, de 33 anos, foi encontrada morta na manhã da terça-feira (28) na cidade de Castelnuovo del Garda, região norte da Itália. O principal suspeito é o companheiro dela, Douglas Reis Pedroso, de 41 anos, também brasileiro, que confessou o assassinato e foi preso em flagrante pelas autoridades italianas.
Segundo as investigações, Jessica foi atacada com um número elevado de facadas dentro do apartamento onde vivia com Pedroso. O crime foi descrito pelo Ministério Público italiano como “desproporcional” e “de extrema violência”.
Após o ataque, o próprio autor ligou para a polícia, admitiu o crime e afirmou ter a intenção de tirar a própria vida. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram a vítima sem vida e o homem em estado de choque.
Histórico de violência
Douglas Pedroso já tinha denúncias anteriores por agressões contra Jessica desde o ano passado. De acordo com a Promotoria, ele também havia sido investigado por violência contra a irmã da vítima e por resistência à autoridade policial em outras ocasiões.
Em abril deste ano, a Justiça italiana determinou que ele utilizasse tornozeleira eletrônica e mantivesse uma distância mínima de 500 metros da companheira. Apesar da medida judicial, Pedroso não usava o dispositivo no momento em que foi preso.
Crime em contexto crescente de feminicídios
Jessica e Douglas viviam juntos há cerca de um ano e meio, período em que ele adquiriu o imóvel onde o crime ocorreu. Testemunhas afirmaram que o relacionamento era marcado por discussões e episódios de ciúme.
De acordo com dados do Ministério do Interior da Itália, o país contabilizou 44 casos de feminicídio apenas em 2025, cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas. Em 2024, foram 62 mulheres assassinadas nas mesmas circunstâncias.
Jessica deixa uma filha de 10 anos, fruto de um relacionamento anterior. As autoridades italianas afirmaram que o caso será tratado como feminicídio agravado, e que o brasileiro permanecerá sob custódia preventiva enquanto o processo tramita na Justiça.
O crime volta a levantar o debate sobre a proteção de mulheres em situações de risco, mesmo após medidas judiciais já terem sido adotadas.






