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EUA enviam maior porta-aviões do mundo para a América Latina em escalada de operação antidrogas

WASHINGTON – O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, ordenou o envio do porta-aviões USS Gerald Ford, o maior do mundo, bem como seus navios de guerra e aviões de ataque, para águas da América Latina, disse o Pentágono nesta sexta-feira, 24.

A decisão amplia a tensão militar na região, após ameaças do governo Donald Trump a cartéis que atuam na Venezuela e na Colômbia.

A presença do país “reforçará a capacidade dos EUA de detectar, monitorar e interromper atividades e atores ilícitos que comprometem a segurança e a prosperidade do território nacional dos Estados Unidos e nossa segurança no Hemisfério Ocidental”, disse Sean Parnell, porta-voz chefe do Pentágono, nas redes sociais.

Parnell não informou quando o Ford, o porta-aviões mais moderno e tecnologicamente avançado da Marinha, se mudaria para a região ou onde seria posicionado. Oficiais da Marinha disseram que o Ford está atualmente navegando na costa da Croácia em uma missão da Otan de uma semana e levaria vários dias para chegar à sua nova missão designada pelo Comando Sul dos EUA.

O USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, visto no Mar do Norte durante o exercício OTAN Neptune Strike 2025, em 24 de setembro de 2025 Foto: Jonathan Klein/AFP

A mobilização de um porta-aviões é uma grande escalada de poder militar em uma região que já viu um aumento incomum de tropas americanas no Mar do Caribe e nas águas da Venezuela.

Até o momento, os EUA já realizaram 10 ataques a embarcações em águas da América do Sul, deixando cerca de 43 mortos. Mais de 10 mil soldados estão na região.

Na preparação para a operação de ataque aos barcos, bem como em sua fase inicial, o governo Trump concentrou-se principalmente na Venezuela e em seu ditador, Nicolás Maduro, que foi indiciado nos Estados Unidos por tráfico de drogas. O governo o chamou de ilegítimo e o retratou como o chefe de um cartel de drogas.

Os ataques ocorrem em um momento em que se especula se o governo Trump estaria considerando opções para ataques terrestres na Venezuela e tentando usar a força para remover Maduro do poder.

Operações na região

O USS Gerald Ford transporta cerca de 5.000 marinheiros e possui mais de 75 aeronaves de ataque, vigilância e apoio, incluindo caças F/A-18.

Porta-aviões já navegaram pelas águas do Caribe e da América Latina antes, no que a Marinha chama de “missões de boa vontade”. Mas o envio do Ford para uma possível operação de combate em meio à intensificação dos ataques dos EUA contra barcos que, segundo o governo, transportam drogas é altamente incomum, disseram autoridades atuais e antigas da Marinha.

“Ao adicionar o Ford às forças já existentes, este é um grupo de combate naval excepcionalmente poderoso no Caribe, pelo que me lembro”, disse o Almirante James Stavridis, ex-chefe do Comando Sul dos EUA, agora aposentado.
O USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, visto no Mar do Norte durante o exercício OTAN Neptune Strike 2025, em 24 de setembro de 2025 Foto: Jonathan Klein/AFP

Durante décadas, presidentes republicanos e democratas enviaram um ou mais porta-aviões para o Oriente Médio como sinal do poder militar e da determinação geopolítica dos EUA.

Em seu segundo mandato, Trump tem se concentrado mais intensamente na segurança do território americano e na região do Caribe. O envio do Ford para a região, que, segundo autoridades, vinha sendo considerado há semanas, ressalta essa mudança nas prioridades de segurança nacional.

Estadão

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