
A população de Piripiri, no Norte do Piauí, está há mais de 15 dias sem água em vários bairros. As torneiras secas se tornaram rotina e o sentimento é de indignação. Moradores dizem que empresa privada repete os mesmos erros da antiga Agespisa e deixam cidade em colapso.
Moradores relatam falta d’água constante, baixa pressão e promessas não cumpridas por parte da Águas do Piauí, empresa responsável pelo abastecimento na cidade.
“É incrível que a população continue pagando suas contas em dia e enfrentando constantemente a falta de água. Eu não tenho nada contra a empresa, só cobro eficiência. Essa água é paga, não é gratuita”, desabafou o presidente da Câmara de vereadores Euler Monteiro
A situação, segundo relatos, paralisou escolas, prejudicou o funcionamento de unidades básicas de saúde e comprometeu a rotina de centenas de famílias.
“São jovens que não podem ir à escola, UBSs que não conseguem atender. A empresa precisa informar o que está acontecendo. Se houve problema na adutora, qual foi o problema? Quando será resolvido?”, questionou o vereador.
Mesmo após assumir a rede antes administrada pela Agespisa, a Águas do Piauí não tem mostrado avanço real. O que se vê, segundo a população, é uma repetição dos mesmos erros: falta de planejamento, ausência de transparência e lentidão nas respostas.
Se depender da Águas do Piauí, ninguém sente saudade da Agespisa — porque o sofrimento é o mesmo. Foram muitas promessas de melhoria, mas a população está sofrendo. E agora até prefeitos e vereadores estão cobrando providências, que não tem chegado
Em Piripiri, o clima é de revolta. O presidente da Câmara Municipal, Euler Monteiro, tem feito cobranças públicas à empresa e exigido uma ação imediata.
“É inadmissível que as pessoas continuem pagando suas contas em dia e fiquem semanas sem água. Escolas, unidades de saúde e famílias inteiras estão sendo prejudicadas. A empresa precisa dar respostas e investir de verdade no sistema”, afirmou o parlamentar.
Enquanto a concessionária não resolve o problema, a população enfrenta calor, poeira e torneiras secas, sem qualquer previsão concreta de retorno do abastecimento.






