
A vereadora Tatiana Teixeira Medeiros continuará em prisão domiciliar, enquanto seu namorado, Alandilson Cardoso Passos, permanece em prisão preventiva. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (22) pelo colegiado da 98ª Zona Eleitoral de Teresina, que também definiu que as audiências de instrução e julgamento acontecerão entre 24 e 28 de novembro, sempre a partir das 9h, no Fórum Eleitoral da capital.
As defesas dos acusados solicitaram a revogação das prisões e a suspensão do processo, alegando que provas obtidas por meio do Relatório de Inteligência Financeira (RIF) foram consideradas ilegais pelo Tribunal de Justiça do Piauí. Os advogados de Tatiana pediram, ainda, o adiamento das audiências. A defesa de Alandilson, por sua vez, pediu a exclusão de elementos do inquérito e a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares mais brandas, enquanto aguarda a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o Tema 1.404.
O Ministério Público Eleitoral se posicionou contra qualquer alteração nas medidas, argumentando que não há fatos ou decisões jurídicas que justifiquem a revogação da prisão de Alandilson.
Em decisão recente, o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) manteve o afastamento de Tatiana do mandato de vereadora, após cassar a liminar que permitia seu retorno, e confirmou a posse do suplente Leônidas Júnior. A suspensão de uma audiência anterior ocorreu no início de outubro, quando o Tribunal de Justiça do Piauí declarou ilegal o RIF, invalidando provas derivadas do relatório. O Ministério Público agora avalia se há provas independentes que sustentem a acusação.
Alandilson Cardoso foi detido em Minas Gerais, em 2024, e permanece na Penitenciária de Altos (PI). Ele é investigado por participação em organização criminosa e lavagem de capitais, e sua prisão é mantida por outros mandados em vigor, mesmo após a anulação das provas oriundas do RIF.






