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Lula confirma candidatura à reeleição e diz ter “energia de 30 anos” para seguir no comando do país

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Durante viagem oficial à Ásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, nesta quinta-feira (23), que pretende disputar um quarto mandato presidencial nas eleições de 2026. O anúncio foi feito ao lado do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, durante encontro no Palácio Presidencial de Jacarta.

Aos 80 anos, Lula afirmou estar preparado para continuar na vida pública e destacou que mantém o mesmo vigor político de décadas atrás. “Vou disputar um quarto mandato no Brasil. Estou dizendo isso porque ainda vamos nos encontrar muitas vezes. Este mandato termina apenas no fim de 2026, mas estou pronto para disputar novamente e fortalecer a relação entre Brasil e Indonésia”, declarou.

A confirmação encerra as especulações sobre o futuro político do presidente, que, em entrevistas recentes, havia deixado em aberto a possibilidade de concorrer à reeleição, mencionando questões de saúde e o desejo de preparar o país para uma nova geração de lideranças.

Durante o encontro com o presidente indonésio, Lula também reforçou a importância do multilateralismo e criticou o protecionismo comercial adotado por grandes potências. Ele defendeu uma mudança nas relações econômicas internacionais, com foco em parcerias diretas e uso de moedas locais no comércio bilateral.

“Nós queremos comércio livre. O Brasil e a Indonésia têm interesse em ampliar as trocas comerciais, inclusive com o uso das nossas moedas. É preciso coragem para mudar a forma como o mundo negocia”, disse o presidente.

A agenda de Lula na Indonésia inclui ainda a participação em um fórum econômico com cerca de 200 empresários, voltado ao fortalecimento das exportações brasileiras, especialmente no setor de proteína animal. O país asiático, que integra o grupo Brics desde janeiro e possui a quarta maior população do planeta, é atualmente o terceiro maior importador de carne do Brasil.

Na sexta-feira (24), Lula se reunirá com o secretário-geral da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) antes de seguir viagem para a Malásia, onde encerrará a agenda oficial na região.

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