O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está exigindo do Departamento de Justiça uma indenização de US$ 230 milhões (R$ 1,238 bilhão) pelas investigações federais contra ele realizadas durante o governo de Joe Biden. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (21/10), pelo jornal norte-americano The New York Times.
O Times também aponta que fontes anônimas citam indenizações que incluem uma investigação do FBI sobre a influência russa na campanha presidencial de Trump em 2016 e as buscas em Mar-a-Lago, residência do presidente na Flórida, em 2022.
Durante a última ocasião, agentes do FBI encontraram uma série de documentos marcados como “confidencial” e “ultra-secreto” no local. Até um banheiro da residência foi utilizado para armazenar caixas com documentos.
Trump já havia citado o caso durante uma solenidade no Salão Oval da Casa Branca. “Tenho um processo que estava indo muito bem, e quando me tornei presidente, pensei: vou me processar. Não sei como resolver o processo, vou dizer: Me deem X dólares, e não sei o que fazer com o processo”, declarou.
O vice-procurador já atuou como principal advogado de defesa de Trump e, em fevereiro, afirmou que a relação de advogado-cliente com o presidente ainda permanece. O chefe da divisão cível do Departamento também é aliado do presidente: Stanley Woodward Jr já representou assessores de Trump em investigações relacionadas à invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Caso um acordo de indenização seja feito, o Departamento de Justiça não exige um anúncio público. Ou seja, Trump pode receber a quantia sem que seja feita uma declaração oficial.

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