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Reajuste de 20% a rede credenciada não será repassada aos servidores, diz IASPI

A conselheira do Sinte no Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado do Piauí (IASPI), professora Filomena Cristina, que representa os trabalhadores da educação, esclareceu nesta segunda-feira (21) que o reajuste de 20% anunciado pela direção do órgão refere-se exclusivamente ao repasse para a rede credenciada de serviços médicos — e não será aplicado aos servidores usuários do plano.

Segundo a conselheira, o acordo foi firmado entre a diretora do IASPI, Dra. Daniela, e representantes da rede credenciada, sem a participação dos conselheiros. “Nós não participamos dessa reunião, até porque não íamos concordar. Mas ela garantiu que o reajuste de 20% não será repassado para o usuário. Isso está gravado, eu pedi a confirmação por mensagem”, afirmou Filomena.

A medida, segundo a diretoria, visa melhorar o atendimento aos beneficiários, já que muitos médicos e clínicas vinham reclamando dos valores pagos pelos procedimentos e consultas.

“Eles alegam que não têm como atender bem porque o repasse é baixo. A gente espera que agora, com esse aumento, o atendimento melhore. O IASPI está repassando para a rede credenciada, e não para o usuário”, explicou a conselheira.

Filomena reforçou que qualquer reajuste nas mensalidades dos servidores só pode ocorrer em maio, conforme determina a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “Não pode haver aumento agora. O reajuste do IASC só é permitido em maio, como prevê a ANS”, destacou.

Ampliação da rede e perícias médicas

Durante a entrevista, a representante do Conselho também voltou a cobrar ampliação da rede credenciada e melhor estrutura para realização de perícias médicas, especialmente nas cidades do interior.

“O servidor que precisa fazer perícia enfrenta muitas dificuldades. Tem que pagar transporte, alimentação, às vezes sem condições físicas nem financeiras. Defendemos que o IASPI coloque peritos nas cidades polo, como Parnaíba, para facilitar a vida do servidor”, apontou.

Ela também reforçou a necessidade de mais especialidades médicas disponíveis nos municípios, uma reivindicação antiga da categoria.

“O IASPI precisa ampliar os atendimentos especializados nas cidades. Hoje, muitos servidores precisam se deslocar para a capital, o que causa sofrimento e desgaste”, completou.

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