
© DR
“Os funcionários do Governo norte-americano cometeram um assassinato e violaram a soberania das nossas águas territoriais”, disse, no sábado, na rede social X, o chefe de Estado de esquerda, que acrescentou estar aguardando explicações de Washington.
“O pescador Alejandro Carranza não tinha qualquer ligação com o narcotráfico e sua atividade diária era a pesca”, afirmou Petro, referindo-se a um colombiano que, segundo ele, foi morto em setembro durante um ataque das forças norte-americanas contra uma embarcação.
No Congresso dos Estados Unidos, os democratas alegam que os ataques violam a legislação norte-americana e o direito internacional, enquanto alguns congressistas republicanos têm buscado mais informações junto à Casa Branca sobre a justificativa legal e os detalhes das operações.
“Alejandro Carranza é pescador, crescemos em famílias de pescadores (…) não é justo que o bombardeassem assim. Ele é um inocente que estava saindo para ganhar o pão de cada dia”, disse Audenis Manjarres, parente da vítima.
Manjarres declarou à emissora pública de televisão colombiana RTVC Noticias que reconheceu a embarcação que aparece nos vídeos do ataque de 15 de setembro, divulgados pela imprensa internacional.
Horas antes, o presidente havia confirmado o retorno ao país de um cidadão colombiano, sobrevivente de um ataque norte-americano contra um submarino que supostamente transportava drogas no mar do Caribe.
“Recebemos com satisfação o colombiano preso no narcossubmarino, estamos felizes por ele estar vivo e ele será julgado de acordo com as leis”, disse Petro, na rede social X, sem fornecer mais detalhes.
No sábado, Donald Trump anunciou que os dois sobreviventes do sexto ataque norte-americano contra embarcações no mar do Caribe foram devolvidos aos países de origem, Equador e Colômbia.
Quatro “narcoterroristas” estavam a bordo do submarino e dois foram mortos, escreveu Trump na rede social que controla, a Truth Social. O equatoriano que sobreviveu ao ataque já está no Equador, onde enfrentará um processo criminal, confirmou o governo.






