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Passagem de fronteira entre Gaza e Egito permanecerá fechada, diz Netanyahu

(Reuters) – A passagem de fronteira de Rafah, entre Gaza e o Egito, permanecerá fechada até segunda ordem, disse o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu neste sábado, acrescentando que sua reabertura dependerá da entrega dos corpos dos reféns mortos pelo Hamas.

A declaração de Netanyahu ocorreu pouco depois de a embaixada palestina no Egito anunciar que a passagem de Rafah, principal porta de entrada e saída dos habitantes de Gaza, seria reaberta na segunda-feira para a entrada em Gaza.

Caminhões com ajuda humanitária e combustível fazem fila na passagem de Rafah 17/10/2025 REUTERS/Stringer
© Thomson Reuters

O Hamas disse no fim deste sábado que deve entregar mais dois corpos de reféns às 22h, horário local, elevando para 12 — dentre um total de 28 — o número de corpos entregues a Israel sob um acordo de cessar-fogo e reféns mediado pelos EUA, e acatado por Israel e pelo Hamas na semana passada.

A disputa em torno da devolução dos corpos enfatiza a fragilidade do cessar-fogo e ainda tem o potencial de perturbar o acordo, assim como outras questões importantes incluídas no plano de 20 pontos do presidente dos EUA, Donald Trump, para encerrar a guerra.

Como parte do acordo, o Hamas libertou todos os 20 reféns israelenses vivos que mantinha há dois anos, em troca de quase 2.000 detentos palestinos e prisioneiros condenados presos em Israel.

Israel, no entanto, afirma que o Hamas tem sido muito lento para entregar os corpos dos reféns mortos ainda em seu poder. Até o momento, o grupo militante devolveu 10 dos 28 corpos e diz que a localização de alguns dos corpos em meio à vasta destruição em Gaza levará tempo.

O acordo exige que Israel devolva 360 restos mortais de militantes palestinos em troca dos reféns israelenses mortos e, até o momento, o país entregou 15 para cada corpo israelense recebido.

Rafah está praticamente fechada desde maio de 2024. O acordo de cessar-fogo também inclui o aumento da entrada de ajuda humanitária no enclave, onde centenas de milhares de pessoas são afetadas pela fome, de acordo com o monitor global de fome IPC.

Após cortar todos os suprimentos por 11 semanas em março, Israel aumentou a ajuda a Gaza em julho, ampliando-a ainda mais desde o cessar-fogo.

Cerca de 560 toneladas de alimentos entraram em Gaza por dia, em média, desde a trégua intermediada pelos EUA, mas isso ainda está bem abaixo da escala de necessidade, de acordo com o Programa Mundial de Alimentos da ONU.

Ainda há grandes obstáculos para o plano de Trump. As principais questões sobre o desarmamento do Hamas e a forma como Gaza será governada, a composição de uma “força de estabilização” internacional e os movimentos em direção à criação de um Estado palestino ainda não foram resolvidos.

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