PUBLICIDADE

Empregador paga R$ 65 mil após submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão no Piauí

A investigação teve início após denúncias sobre irregularidades na Fazenda Paulista

Um empregador flagrado submetendo trabalhadores a condições degradantes em uma fazenda na zona rural de Gilbués (PI) firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI) e pagou R$ 65 mil em indenização por danos morais coletivos. O valor já foi integralmente quitado.

A investigação teve início após denúncias sobre irregularidades na Fazenda Paulista, localizada entre os municípios de Monte Alegre do Piauí e Santa Filomena. No local, 13 trabalhadores haviam sido contratados para a atividade de catação de raízes, mas foram encontrados em condições consideradas análogas à escravidão. Segundo o MPT, os empregados não tinham registro em carteira e não recebiam equipamentos de proteção individual (EPIs). Eles trabalhavam de chinelos e cumpriam jornadas que se estendiam das 6h30 às 18h.

Durante a inspeção, as equipes constataram ainda que os alojamentos apresentavam condições precárias. O espaço era sujo, sem banheiros, camas adequadas ou local apropriado para refeições. Alguns trabalhadores dormiam em colchões danificados, enquanto outros improvisavam redes. A fiscalização também identificou infestação de ratos, água imprópria para consumo e alimentação restrita a arroz e feijão mal preparados. Em dias chuvosos, os trabalhadores chegavam a almoçar sentados no chão, embaixo de árvores.

 

O procurador responsável pelo caso, Vinícius Lantyer Oliveira Esquivel, destacou que a situação observada é recorrente em certas atividades rurais. “O resgate de trabalhadores, neste caso, ocorreu em uma atividade intimamente associada ao trabalho escravo no sul do Piauí: a catação de raízes para limpeza de terreno antes do cultivo de soja. Nesse tipo de atividade, o trabalho humano tem sido explorado sem condições mínimas de dignidade”, afirmou.

Com a assinatura do TAC, o empregador se comprometeu a regularizar as futuras contratações e a garantir condições adequadas de moradia, alimentação, higiene e segurança. O valor de R$ 65 mil referente aos danos morais coletivos foi dividido em dez parcelas e destinado ao Fundo de Direitos Difusos, que apoia projetos voltados à promoção do trabalho digno e à reparação trabalhista.
Durante a inspeção, as equipes constataram ainda que os alojamentos apresentavam condições precárias. O espaço era sujo, sem banheiros, camas adequadas ou local apropriado para refeições.

MPT-PI

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!

RECENTES

MAIS NOTÍCIAS