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“Fome é escolha política”, afirma Lula em artigo publicado em jornais internacionais

Presidente Lula durante discurso no Fórum Mundial da Alimentação, em Roma ( Andreas SOLARO / AFP)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, em artigo publicado por diversos veículos internacionais, que a fome no mundo é resultado de decisões políticas e não uma condição inevitável. O texto foi divulgado nesta segunda-feira (13), durante a participação do presidente no Fórum Mundial da Alimentação, realizado em Roma, na Itália.

Logo no início do artigo, Lula critica governos e sistemas econômicos que, segundo ele, optaram por ignorar as desigualdades sociais.

“A fome não é uma condição natural da humanidade, nem uma tragédia inevitável. Ela é fruto de escolhas de governos e de sistemas econômicos que fecharam os olhos para as desigualdades ou mesmo as promoveram”, escreveu.

O presidente também destacou a concentração de renda global, citando que cerca de 3 mil bilionários concentram 14,6% do PIB mundial, enquanto 679 milhões de pessoas ainda enfrentam a fome. Lula criticou os países mais ricos por destinarem grandes investimentos ao setor militar em vez de priorizar políticas de desenvolvimento humano.

“Hoje vivemos situações semelhantes às de oitenta anos atrás, quando a FAO foi criada. Mas agora, além da guerra e da fome, enfrentamos também a crise climática”, afirmou.

Como proposta, o presidente defendeu uma reforma na governança global, com políticas públicas voltadas à redução da pobreza e à inclusão social. Segundo ele, é necessário garantir que os mais vulneráveis sejam incluídos no orçamento público, enquanto os mais ricos contribuam de forma justa por meio da tributação.

Lula também mencionou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada no âmbito do G20, que já reúne mais de 200 participantes, entre países, fundações e organizações. O objetivo, segundo ele, é mobilizar recursos e cobrar compromissos concretos para erradicar a fome no planeta.

Em relação ao Brasil, o presidente ressaltou a retirada do país do Mapa da Fome da FAO, resultado de políticas de combate à desigualdade. Ele citou medidas como o reforço da alimentação escolar gratuita, além do subsídio de gás e energia elétrica para famílias de baixa renda.

“O Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para garantir a segurança alimentar de toda a população, mas nossos resultados mostram que a ação do Estado pode acabar com o flagelo da fome”, concluiu.

O artigo foi publicado simultaneamente em nove jornais internacionais, incluindo Público (Portugal), The Independent (Reino Unido), La Repubblica (Itália), El País (Espanha), Libération (França), Al Jazeera (Qatar), Daily Nation (Quênia), Infobae (Argentina) e Jornal Notícias (Moçambique). Outras publicações estão previstas em veículos da Colômbia, Chile e México.

 

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