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Ganhadora do Nobel da Paz já esteve no Congresso Nacional e criticou Maduro

A venezuelana María Corina Machado foi laureada nesta sexta-feira “pelo trabalho em prol dos direitos democráticos do povo da Venezuela” // María Corina Machado no Senado Federal em 2014 – (crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado )

A ganhadora do prêmio Nobel da Paz de 2025, a venezuelana Maria Corina Machado, esteve no Senado Federal, em Brasília, em 2014, quando ela era deputada e teve o mandato cassado depois de participar de uma reunião do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), onde denunciou as restrições à liberdade na Venezuela.

María também esteve na Câmara dos Deputados em 2014, onde foi chamada de “golpista” e “fascista” por alguns parlamentares e elogiada por outros.

Nobel da Paz 2025

O Comitê Norueguês do Nobel concedeu, nesta sexta-feira (10/10, o Nobel da Paz à venezuelana María Corina Machado pelo trabalho em prol dos direitos democráticos do povo da Venezuela e pela luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia.

“O regime autoritário da Venezuela dificulta enormemente o trabalho político. Como fundadora da Súmate, uma organização dedicada ao desenvolvimento democrático, a Sra. Machado defendeu eleições livres e justas há mais de 20 anos. Como ela mesma disse: ‘Foi uma escolha entre votos e balas'”, pontuou o comitê.

Antes das eleições de 2024, a María Corina era a candidata presidencial da oposição, mas o regime venezuelano bloqueou a candidatura dela. Então, ela então apoiou o representante de outro partido, Edmundo Gonzalez Urrutia, na eleição. No entanto, o Conselho Nacional Eleitoral reconheceu a vitória do Nicolás Maduro. O resultado foi questionado pela oposição e por alguns líderes internacionais, que pediram mais transparência no processo.

Engenheira de formação e ativista desde os anos 1990, María Corina fundou a organização Súmate, criada para fiscalizar eleições e promover o voto livre na Venezuela. Ao longo de duas décadas, enfrentou perseguições políticas, bloqueio de candidatura e ameaças à própria vida.

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