
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália desde 29 de julho, escreveu uma carta ao ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, nesta quinta-feira (9/10), informando o início de uma greve de fome em protesto após a Justiça do país negar recurso apresentado pela defesa. Ela disse que voltará a comer apenas se ele negar a sua extradição.
parlamentar afirma ser “vítima de uma perseguição política” e diz que uma “pressão” do governo brasileiro contra o ministro italiano provocou a decisão pela manutenção da prisão.
“O senhor está do lado que apoia Hamas, tráfico de drogas, terrorismo, irã, regimes narcoditadores como na Venezuela, ditadura de Cuba, entre outros pela América do Sul e África. De mãos dadas com o presidente que disse não à extradição de Cesare Battisti, mesmo ele não sendo cidadão brasileiro”, disse sobre Carlo Nordio.
Antes de ser detida, Zambelli estava na lista de procurados da Interpol, a polícia internacional. Ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por causa da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Segundo a investigação da Polícia Federal, a deputada e o hacker Walter Delgatti Netto teriam invadido seis sistemas do Judiciário por 13 vezes. O objetivo era desacreditar o processo eleitoral brasileiro e colocar a opinião pública contra as instituições democráticas.
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