
O empresário Fernando Cavalcanti confirmou, na segunda-feira (6/10), em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, no Congresso Nacional, que deu um Fusca reformado de R$ 71 mil como presente de aniversário ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). O caso ganhou destaque por envolver um dos investigados na operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura fraudes e desvios de recursos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A reportagem entrou em contato com o governador Ibaneis Rocha, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Nos bastidores da CPMI, congressistas defendem que o governador seja convocado a prestar esclarecimentos sobre a relação com o empresário investigado.
A deputada Erika Kokay (PT-DF) comentou o caso nas redes sociais. “A ostentação da Ferrari, o escândalo da CPMI do INSS e até um Fusca dado de presente ao governador Ibaneis Rocha revelam uma grave questão: onde está a moralidade que se exige de um governador?”, escreveu. Segundo a parlamentar, “a proximidade de Ibaneis com Fernando Cavalcanti, investigado por fraude milionária, expõe uma teia de lobby e favorecimento que precisa de respostas urgentes”.
Fernando Cavalcanti é conhecido no meio jurídico e político de Brasília por ter sido sócio do advogado Nelson Wilians. Ambos foram alvo da operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em setembro, que também levou à prisão o lobista Antônio Carlos Camilo, conhecido como Careca do INSS. A PF apura suspeitas de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.
Durante as buscas, os agentes encontraram na casa de Cavalcanti bens de luxo e itens de colecionador, incluindo uma Ferrari, motos de alto valor, uma réplica do carro de Fórmula 1 usado por Ayrton Senna em 1993 e até um capacete autografado pelo piloto.
A lista também inclui uma luva com assinatura do personagem Rocky Balboa e uma Harley-Davidson Police, réplica de moto usada por patrulheiros norte-americanos. Todos os bens foram apreendidos e levados em guinchos pela PF.
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