
A Ponte Metálica João Luís Ferreira, que liga Teresina (PI) a Timon (MA), passa por obras de manutenção programadas pela concessionária responsável. Segundo o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (CREA-PI), a estrutura é considerada segura para o tráfego, embora apresente pontos de corrosão que estão sendo tratados para evitar danos futuros.
Primeira etapa da obra foi concluída
De acordo com o CREA-PI, a primeira etapa de manutenção estava prevista desde o início da concessão e envolveu a recuperação do tabuleiro da ponte, o alinhamento dos trilhos, além da pintura da estrutura e da revisão dos guarda-corpos e passarelas. O trabalho foi planejado para durar seis meses, com um mês de interdição total do trânsito, período em que o tráfego de veículos entre as duas cidades ficou suspenso nessa ponte.
Inicialmente, a concessionária pretendia interditar a ponte por 90 dias, mas o prazo foi reduzido para 30 dias após reuniões com representantes das prefeituras de Teresina e Timon. Segundo o CREA-PI, essa mudança foi importante para minimizar os transtornos aos motoristas e pedestres que utilizam a via diariamente.
Estrutura da ponte foi reforçada nas últimas décadas
Durante as inspeções, os engenheiros constataram que a ponte já havia passado por reforços estruturais na década de 1980, quando passou a ser usada tanto para o tráfego rodoviário quanto ferroviário. Na época, foram construídos quatro apoios intermediários, ampliando a capacidade de sustentação da estrutura, que originalmente havia sido projetada para suportar cargas menores.
Corrosão é controlável e não compromete segurança
O relatório do CREA-PI identificou processos de corrosão em estacas e pilares — principalmente na margem de Teresina —, mas os técnicos reforçam que não há risco de ruína. Segundo o órgão, o desgaste é um processo natural e contínuo, que precisa ser controlado com tratamento específico para evitar que se agrave ao longo dos anos.
“Constatamos que a ponte apresenta corrosão em algumas partes, mas nada que comprometa sua estabilidade. O importante é realizar o tratamento adequado para interromper o avanço desse processo”, afirmou Cleitmã Oliveira, engenheiro civil do CREA-PI.
Segunda etapa deve começar em breve
A concessionária Nordestina, responsável pela manutenção, acatou as recomendações do CREA-PI e se comprometeu a executar a recuperação completa. A empresa dividiu o serviço em duas etapas de seis meses. A primeira está sendo finalizada, e a segunda deve começar logo após a conclusão desta fase, incluindo a recuperação das passarelas de pedestres, dos guarda-corpos, a pintura final e a instalação do novo sistema de iluminação.
Enquanto as obras avançam, o CREA-PI garante que a Ponte Metálica João Luís Ferreira permanece segura para o tráfego e dentro dos padrões de segurança exigidos.






