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Coren-PI avalia déficit e vínculos precários na rede de saúde de Teresina

Conselho defendeu a adoção de medidas urgentes por parte da Prefeitura de Teresina | Foto: ASCOM Coren-Pi

O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) alertou para a falta de profissionais de Enfermagem na rede municipal de saúde de Teresina. Durante audiência na Comissão de Saúde da Câmara Municipal, o conselho apresentou dados que revelam a dimensão do problema.

Segundo levantamento baseado no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), 930 enfermeiros e técnicos trabalham hoje em vínculos precários. Alguns deles chegam a atuar apenas com contratos verbais, sem qualquer garantia trabalhista.

Além disso, a fiscalização do Coren-PI também apontou déficit de 230 profissionais apenas no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). O número corresponde a 140 vagas necessárias para assistência mínima e a 90 escalas extras, assumidas por trabalhadores que ultrapassam sua carga horária contratual.

Ações propostas

O presidente do Coren-PI, Samuel Freitas, defendeu medidas imediatas. Ele cobrou da Prefeitura um plano para substituir os 930 profissionais em situação precária e a apresentação de um cronograma para convocar os aprovados no concurso da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

“O trabalho precário prejudica a população e sobrecarrega os profissionais. É urgente regularizar a situação”, afirmou.

Próximos passos

Em razão disso, o Coren-PI informou que vai oficiar a Prefeitura, a FMS, o Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público do Piauí. O objetivo é acompanhar o processo de substituição dos contratos irregulares e garantir novas convocações dentro do prazo do concurso público da FMS, realizado em 2024.

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