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Lula diz que vídeo do Pix de Nikolas era para “defender crime organizado”

“Naquele tempo a mudança era para combater o crime organizado. Agora, nós vamos colocar as fintechs com uma apuração mais rígida, porque nós descobrimos que tem muita gente ligada ao crime organizado”, afirmou Lula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou, em entrevista à Itatiaia nesta sexta-feira (29), sobre a megaoperação envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC), deflagrada na manhã de quinta-feira (28), e, sem citar o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), disse que o deputado fez campanha contra o Pix para “defender o crime organizado”.

“Tem um deputado que fez uma campanha contra as mudanças que a Receita Federal propôs e agora está provado que o que ele estava fazendo era defender o crime organizado e nós não vamos dar trégua para o crime organizado”, disse Lula, em referência a um vídeo em que Nikolas acusava o governo de querer taxar o Pix.

Publicado em janeiro, o vídeo gravado pelo parlamentar viralizou nas redes sociais e gerou uma crise no governo do petista. Hoje, a publicação conta com mais de 336 milhões de visualizações.

“Naquele tempo a mudança era para combater o crime organizado. Agora, nós vamos colocar as fintechs com uma apuração mais rígida, porque nós descobrimos que tem muita gente ligada ao crime organizado”, afirmou Lula.

Uma força-tarefa envolvendo Ministério Público de São Paulo, Ministério Público Federal e polícias Federal, Civil e Militar, além de outros órgãos, cumpriu mandados, durante a quinta-feira, nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina contra uma rede ligada ao PCC que adulterava combustíveis e lavava dinheiro. Os alvos são acusados de fraudes fiscais, ambientais e econômicas.

Foram deflagradas três operações contra o avanço do crime organizado no setor de combustíveis: a Polícia Federal coordenou as operações Quasar e Tank, enquanto o Ministério Público de São Paulo coordenou a Operação Carbono Oculto. As ações contaram com milhares de agentes de órgãos de segurança em diversos estados brasileiros, em operações simultâneas contra a facção criminosa e a ligação com o setor financeiro.

Durante a entrevista, o presidente também afirmou que a megaoperação “foi a mais importante da história” e que, a partir de agora, “o governo começou a agir fortemente contra o crime organizado”.

Questionado sobre se o movimento seria uma resposta a políticos de direita que acusam a esquerda de envolvimento com o crime, Lula respondeu que o governo “vai mostrar a cara de quem faz crime organizado” e falou para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto representante da oposição, “que tome cuidado”.

De acordo com o diretor da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, foram realizados 14 mandados de busca e apreensão, 14 mandados de prisão preventiva e obteve seis pessoas presas.

Notícia-crime à PGR contra Nikolas

Na noite da última quinta-feira (28), o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) enviou uma notícia-crime para a PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Nikolas Ferreira por disseminação de informações falsas sobre o sistema financeiro nacional e o favorecimento de lavagem de dinheiro.

“Ao disseminar informações falsas com alcance de milhões de visualizações, o noticiado [Nikolas] possivelmente contribuiu de forma decisiva para criar brechas regulatórias e comportamentais que fragilizam os mecanismos de rastreamento digital”, disse Correia.

“Essa indução à desconfiança no sistema financeiro, aliada ao incentivo ao uso de dinheiro vivo, acaba beneficiando diretamente esquemas sofisticados que terceirizam a movimentação de recursos ilícitos para interpostas pessoas, empresas de fachada e plataformas digitais pouco reguladas”, prosseguiu.

Segundo o deputado petista, ao atacar os instrumentos de controle do governo, a narrativa de Nikolas fortalece a infraestrutura paralela do crime organizado e dificulta a atuação das autoridades. A CNN procurou o deputado Nikolas Ferreira e aguarda posicionamento.

CNN-BR

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