
O salário mínimo que passará a valer a partir de janeiro de 2026 será de R$ 1.631, conforme o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa), que precisa ser enviado, nesta sexta-feira (29/8), ao Congresso Nacional, de acordo com informações do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) e do Ministério da Fazenda.
No Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, enviado ao Congresso em abril, a estimativa do salário mínimo era de R$ 1.630, correção de 7,4% sobre o atual piso salarial, ou seja, com aumento real uma vez que projeção do INPC deste ano era de uma alta de 4,9%.
Conforme dados do PLDO de 2026, a sensibilidade da despesa primária com benefícios previdenciários mostra que cada real a mais no piso salarial eleva os gastos da União em R$ 429,3 milhões. Com isso, o aumento de R$ 113 no novo mínimo significa um aumento de R$ 48,5 bilhões nos gastos do governo federal.
Meta fiscal
A meta de resultado primário de 2026 é de um saldo positivo de R$ 34,3 bilhões, o equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). No Ploa, essa meta será cumprida integralmente, após abatimento de R$ 57,8 bilhões em pagamentos de precatórios. No PLDO,o valor para esse abatimento era de R$ 55,1 bilhões e ainda havia um buraco de R$ 118 bilhões de receitas não confirmadas.
De acordo com os dados das duas pastas, os pisos para a Saúde e para a Saúde ficaram em R$ 245,5 bilhões e R$ 133,7 bilhões, respectivamente. Os investimentos estimados para o próximo ano são de R$ 83 bilhões, o equivalente a 0,6% do PIB.
O Ploa de 2026 será publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) ainda nesta sexta. Os dados do Ploa de 2026 serão apresentados pelos secretários-executivos dos ministérios do Planejamento e Orçamento, Gustavo Guimarães, e da Fazenda, Dario Durigan.
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