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O empresário Mohamad Hussein Mourad é o principal investigado de uma megaoperação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal, deflagrada nesta quinta-feira (28/8). Mourad é considerado o centro de um esquema criminoso envolvendo o setor de combustíveis, com ramificações no Primeiro Comando da Capital (PCC) e no mercado financeiro da Faria Lima.
Entre os alvos estão empresas como Aster Petróleo e Copape, além de instituições financeiras como Bankrow e BK, esta última acusada de atuar como “banco paralelo” para movimentar recursos ilícitos. A investigação também identificou a utilização de mais de 40 fundos de investimento, com patrimônio somado de R$ 30 bilhões, para blindar bens e valores do grupo.
O esquema incluía ainda contadores, responsáveis por fraudes contábeis; operadores logísticos, que desviavam metanol importado irregularmente pelo Porto de Paranaguá; e postos de combustíveis, que vendiam gasolina adulterada ao consumidor final. O metanol, embora destinado a empresas químicas e de biodiesel, era redirecionado ilegalmente.
Segundo o Gaeco, o grupo usava uma estrutura sofisticada para dificultar o rastreamento das transações financeiras, contando com o apoio de profissionais especializados e empresas de fachada. Mourad já era investigado anteriormente por atividades ilícitas e por ligações com o PCC. Segundo a PF o acusado está foragido.