
O pastor Silas Malafaia, fundador da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e dono da Editora Central Gospel, acumula dívidas tributárias com a União que já ultrapassam R$ 17 milhões, de 843%, quando o valor era de R$ 1,8 milhão. As informações foram apuradas pelo jornalista Tácio Lorran e publicadas no site brasiliense de notícias ‘Metrópoles’, neste sábado.
Além das pendências com a União, a Central Gospel ainda enfrenta dívidas de R$ 15,6 milhões com credores privados, incluindo bancos, empresas e trabalhadores, segundo o levantamento.
Entorno
Malafaia também estaria incluso, como pessoa de interesse, no inquérito que levou ao indiciamento do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL) e de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), conhecido como ’03’. A ação, no entanto, ainda poderá ser ampliada e atingir outros aliados próximos à família.
O relatório final da Polícia Federal (PF) entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), na véspera, foi levado à análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que agora avalia se arquiva a denúncia, pede novas diligências ou apresenta o caso à Corte Suprema.
A PF sustenta que Jair e Eduardo Bolsonaro tentaram interferir na ação penal sobre a trama golpista de 2022 e 2023, especialmente a partir da atuação do parlamentar no exterior. O inquérito cita suspeitas de coação, obstrução de Justiça, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito e atentado à soberania.
O relatório da PF também aponta para a atuação específica de Silas Malafaia, nas trocas de mensagens com Bolsonaro sobre ações em favor da pressão por uma anistia. De acordo com a PF, o líder religioso “vem atuando de forma livre e consciente” na “definição das estratégias de coação”.
Na quarta-feira, o evangélico foi alvo de busca e apreensão, teve o celular recolhido e o passaporte cancelado por decisão do STF, ficando proibido de deixar o país e de manter contato com Jair e Eduardo Bolsonaro.