
A Copa do Mundo acontece a cada quatro anos. E, antes que a bola role nas grandes decisões, tem aquele processo longo, desgastante e imprevisível: as eliminatórias. É ali que muitas seleções sonham alto, mas acabam ficando pelo caminho.
Na política, não é diferente. As eleições também seguem esse ciclo de quatro em quatro anos. E, assim como no futebol, as “eliminatórias” começam bem antes da largada oficial. As conversas de bastidor, os testes de popularidade, os tropeços públicos… tudo entra em campo.
No Piauí, os times para 2026 já estão sendo montados. Técnicos — ou melhor, caciques partidários — articulam escalações. Alguns jogadores já colocaram a camisa, outros ainda estão aquecendo. Mas tem também aqueles que, mesmo antes do apito inicial, parecem já ter sido eliminados.
Um exemplo emblemático é o da deputada Gracinha. Até pouco tempo, seu nome era dado como certo na disputa pela vaga de governadora. Mas, como em jogo decisivo, um vacilo pode custar caro. E, com os últimos acontecimentos, a parlamentar perdeu não só o fôlego político, mas também o controle da Prefeitura de Parnaíba — que até então era seu grande trunfo.
No futebol, isso seria como perder o mando de campo na véspera do mata-mata.
E assim seguimos, acompanhando essa fase de pré-jogo da política. Com direito a lances ensaiados, jogadas ensaboadas e algumas lesões no ego.
Resta saber: quem será o próximo — ou a próxima — a ser eliminado da Seleção de 2026?
A disputa é longa, mas a torcida já está de olho.
Renato Bezerra – Jornalista






