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97 anos sem Abdias Neves: jurista, jornalista e político piauiense

Há 97 anos, em 28 de agosto de 1928, Teresina se despedia de Abdias da Costa Neves (1876-1928), um dos nomes mais versáteis e influentes do Piauí. Jurista, político, jornalista, professor, poeta, romancista e historiador, Abdias marcou presença em diversas áreas da vida pública e intelectual do Estado.

Nascido na capital piauiense, foi juiz de direito estadual e substituto da Justiça Federal. Dedicou-se também ao magistério, lecionando pedagogia, inglês, alemão e lógica. No jornalismo, fundou periódicos que se tornaram referência, como A Crisálida, A Ideia, A Notícia e O Dia.

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Na política, alcançou destaque nacional ao se tornar senador da República pelo Piauí em três Legislaturas, sendo reconhecido como o mais jovem senador de sua época. Sua obra literária é vasta e inclui títulos como o romance Um Manicaca, o estudo histórico A Guerra de Fidié, o livro de poemas Velário e o ensaio Psicologia do Cristianismo.

O olhar da Academia

Na Academia Piauiense de Letras, onde foi um dos primeiros ocupantes, Abdias deixou um legado que ainda inspira. Para o acadêmico Nelson Nery Costa, atual ocupante da Cadeira nº 33 — que tem Abdias como patrono —, sua contribuição é incontornável:

“Abdias Neves foi pessoa de relevo na vida piauiense, em todos os seus aspectos — Justiça, imprensa, política, literatura e cultura acadêmica. Sua obra Aspectos do Piauí é um retrato da realidade social e econômica de um século atrás e permanece essencial para compreender nossa história.”

O também acadêmico Cristino Castelo Branco, da Cadeira nº 15, resumiu a grandeza do homenageado ao dizer que Abdias “valia por uma geração”.

Memória viva

Filho de gente humilde e órfão de pai aos 15 anos, Abdias superou as adversidades e realizou o sonho de estudar Direito no Recife. De volta ao Piauí, construiu uma trajetória marcada pela inteligência e pelo compromisso com a vida pública.

Passados 97 anos de sua morte, sua memória segue viva — um silêncio que fala alto sobre a importância de sua obra e de sua presença na história cultural e política do Estado.

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