
Manifestações contra o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) ocorreram neste fim de semana em todos os 50 estados do país. Ao todo, mais de 300 atos foram organizados por grupos civis e movimentos de direitos humanos que denunciam abusos cometidos durante operações de imigração e cobram mudanças nas políticas adotadas pelo governo norte-americano.
Batizada de “ICE fora de todos os lugares”, a mobilização ganhou força após uma série de ações atribuídas a agentes do órgão nas últimas semanas, que, segundo organizadores, resultaram na morte de dois cidadãos norte-americanos. Os episódios ampliaram a pressão por responsabilização e levantaram questionamentos sobre o uso da força e a atuação do ICE em território nacional.
As manifestações reuniram milhares de pessoas em grandes cidades e também em municípios menores, com atos realizados em frente a prédios públicos, centros de detenção de imigrantes e escritórios da agência. Cartazes e discursos pediam o fim de práticas consideradas abusivas, maior transparência nas operações e revisão do papel do ICE dentro da política de imigração dos Estados Unidos.
Os protestos não se limitaram ao território americano. Em Milão, na Itália, manifestantes foram às ruas para contestar o anúncio do envio de agentes do ICE ao país com o objetivo de reforçar a segurança da delegação dos Estados Unidos durante os Jogos Olímpicos de Inverno, que começam nos próximos dias. Para os organizadores do ato, a presença do órgão fora do país representa uma expansão preocupante do alcance das políticas migratórias norte-americanas.
O aumento das manifestações ocorre em meio a um cenário político tenso nos Estados Unidos, marcado por debates no Congresso sobre imigração, segurança de fronteiras e financiamento das agências federais. Entidades de direitos civis afirmam que os protestos refletem um crescente descontentamento popular com a condução das políticas migratórias e a atuação do ICE.






